Segundo disco da Jaco Pastorius Big Band, liderada pelo trombonista Peter Graves, “The World Is Out” é mais um tributo ao grande baixista que foi Pastorius.
Jaco tocava na “Peter Graves Orchestra”, Big Band do trombonista, no Sul da Flórida. Depois da fama, o baixista montou sua própria big band, incluindo Peter Graves entre seus membros.
O tributo relembra temas de Jaco, assim como músicas que ele costuma tocar ao vivo. O baixo elétrico fica a cargo de Jeff Carswell, Richard Bona, Jimmy Haslip, Mark Egan,Oteil Burbridge, Israel Cachao Lopez, Will Lee, Gerald Veasley e do próprio Jaco Pastorius. Sim, na última faixa, “Reza”, temos o baixo de Pastorius. Graves isolou o baixo de Jaco, de uma gravação antiga, e gravou a Big Band tendo como base este baixo.
O disco conta ainda com as participações especiais de Mike Stern, Toots Thielemans, Ed Calle, Bob Mintzer.
Jaco Pastorius Big Band:
Peter Graves - maestro
Billy Ross - sax alto, soprano, flauta piccolo
Ed Calle - sax tenor, soprano, flauta, clarinete
Gary Keller - sax alto, tenor, flauta, clarinete
Mike Brignola - sax baritono, clarinete baixo, flauta
Jim Hacker - trumpete, flugelhorn
Jason Carder - trumpete, flugelhorn
Ken Faulk - trumpete, flugelhorn
Dana Teboe - trombone
John Kricker - trombone baixo
Mike Levine - piano, teclados
Randy Bernsen - guitar
Jeff Carswell - baixo
Mark Griffith - bateria
Participações:
Michelle Amato, Dana Paul - vocais
Bob Mintzer - sax tenor
Arturo Sandoval, Randy Brecker - trumpete
Toos Thielemans - harmonica
Mike Stern, Hiram Bullock - guitarra
Robert Thomas Jr. - percussão
Othello Molineaux - steel drums
Peter Erkine - bateria
Victor Wooten, Richard Bona, Jimmy Haslip, Mark Egan, Oteil Burbridge, Israel Cachoa Lopez Jr, Will Lee, Gerald Veasley e Jaco Pastorius - baixo
Dêem uma sacada na primeira faixa do disco, “Dania”:
Hoje trago a vocês um CD de um guitarrista que teve sua atuação principal nas décadas de 50 e 60. Não é tão conhecido como Wes Montgomery, Charlie Christian ou Joe Pass, mas segue a mesma linha do jazz tradicional. Billy Bauer ficou conhecido principalmente pela sua participação no grupo do pianista Lennie Tristano, um dos grandes expoentes do cool jazz.
Nasceu no Bronx em 1915, e teve seus primeiros contatos com a música tocando banjo, ukulele, e só depois passando para a guitarra. Começou a tocar profissionalmente numa época em que despontavam como guitarristas, Johnny Smith e Jimmy Raney. Em 1946, tocou com Benny Goodman e Jack Teagarden. Nesta época, destacava-se mais como guitarrista rítmico e não como solista.
Porém, isso mudou quando iniciou seus trabalhos ao lado de Lenny Tristano, Bill Harris e Chubby Jackson. Aí Bauer se envolveu mais com o bebop e os improvisos. Esta experiência em acompanhar e solar é perceptível quando ouvimos Bauer tocar em formações menores com Lennie Tristano, como em duos, trios ou até mesmo em quarteto.
Na década de 40, Billy Bauer tinha um som muito inovador e a qualidade de seus solos, na verdade, soam inovadores até hoje. Nas décadas de 50 e 60, trabalhou com Lee Konitz e em 1956 gravou seu único disco como líder - Billy Bauer - Plectrist.
Quando a indústria fonográfica começou a ficar cada vez mais complicada para o jazz, Billy abriu uma escola de música e começou a lecionar. Em 1970, foi fundada a Billy Bauer Guitar School em Long Island, N.Y.
Faleceu aos 89 anos no mês de julho deste ano, o grande guitarrista e jazzísta Billy Bauer. Até pouco antes de morrer, continuava dando aulas de guitarra. Escreveu também uma autobiografia chamada Sideman.
Billy Bauer - Plectrist
Neste disco, Billy toca em quarteto com Osie Johnson, bateria; Andrew Ackers, piano e Milt Hinton, baixo. O CD contém 4 faixas a mais com três takes alternativos para o standard "The Way You Look Tonight" e um da música "Lullaby of The Leaves". Guitarra jazz essencial para quem curte guitarristas como Wes, Charlie Christian, Jonnie Smith.
Músicas:
1. It's A Blue World 2. Maybe I Love You Too Much 3. Lincoln Tunnel 4. Night Cruise 5. Too Marvelous For Words 6. Lady Estelle's Dream 7. You'd Be So Nice To Come Home To 8. When It's Sleepy Time Down South 9. The Way You Look Tonight 10. Lullaby Of The Leaves 11. Blue Mist 12. The Way You Look Tonight - Alternative Take 13. The Way You Look Tonight - Alternative Take 14. The Way You Look Tonight - Alternative Take 15. Lullaby Of The Leaves - Alternative Take
Para quem não gosta de rótulos na música, isso aqui é um prato cheio.
Joaquim-Ernst Berendt, músico e jornalista alemão, autor do livro "The Jazz Book", tenta ilustrar a origem e evolução do jazz com esses fluxogramas.
Que tal ? O primeiro, colorido, é a versão mais recente do anterior, que vemos abaixo em preto e branco.
Na minha humilde opinião, faltou citar ali nos anos 90, o Acid Jazz. Por ter sido um estilo que trouxe mais uma vez o jazz para o mundo pop e para as rádios. Quem não se lembra da versão hip-hop da banda US3 para o tema "Cantaloupe Island", de Herbie Hancock ?
Mais uma contrabaixista de 23 anos. Tal Wilkenfeld ficou mais em evidência, depois de ter tocando com nada menos que Jeff Beck e Vinnie Colaiuta, no show "Crossroads Guitar Festival", em 1997.
Aqui ela aparece tocando uma música de seu CD solo, com Vinnie Colaiuta na batera.
Aqui, no Festival de Jazz em Melbourne, também em 2007, tocando com Chick Corea, Frank Gambale e Antonio Sanchez.
Depois de meses sem publicar nada por aqui, resolvi dar uma mudada no enfoque deste Blog.
Quando comecei a escrever neste blog, eu participava de um site muito bacana de guitarra, o Guitar X. Ele foi fundado por alguns amigos meus da Escola de Música & Tecnologia (EM&T) de São Paulo. O site era bem visitado e tinha muita informação. Eu escrevia aulas sobre guitarra jazz. Fiz também algumas entrevistas, dentre elas com o guitarrista Miche Leme ( que está publicada em algum lugar deste blog). Infelizmente, o site acabou. Ensaiamos várias vezes a volta, mas acho que não vai rolar.
Inspirado no programa da Rádio eldorado Sala dos Professores, apresentado por Daniel Daibem, resolvi voltar a escrever aulas por aqui. A idéia do programa é desmistificar o mito de que o jazz é uma música complicada e para poucos. Daniel explica com uma linguagem bem acessível, como apreciar um bom jazz.
Partindo desta idéia, vou começar a escrever aulas básicas de jazz, para quem está começando a se interessar por esse ritmo musical. Em primeiro lugar, para eu estudar também, porque não há maneira melhor de estudar do que ensinar. Mas, também porque existem Blogs excelentes, bem melhores, mais atualizados e mais profissionais do que o meu, sobre discos, história e atualidades do Jazz. Vide o JAZZSEEN(link aí na coluna ao lado) ou o Clube de Jazz.
Vou insistir em postar novamente aqui sobre o Marcus Strickland, porque o último post que escrevi sobre ele já faz mais de 2 anos e também porque é um músico fantástico. Segue o mesmo texto, mas agora com o link para baixar um gravação ao vivo de 2002. Nesta época, ele tinha apenas 21 anos !
Be-Blog Jazz - Fev./2005: Já publiquei esta dica, mas como foi uma de minhas primeiras publicações, acredito que muitos não tenham paciência de chegar até lá. Portanto, vou falar novamente sobre este saxofonista americano de 24 anos. Marcus Strickland toca sax tenor e soprano e impressiona por sua desenvoltura e também pelo fato de ser ainda muito novo. Lançou um disco chamado Brotherhood, com composições próprias. Neste CD ele está acompanhado de seu irmão gêmeo, o baterista E.J. Strickland (também sensacional), pelo pianista Robert Glasper's e pelo baixista Brandon Owens. Certamente vocês nunca ouviram falar desses músicos (ainda), pois são todos músicos novos que Marcus conheceu quando estudou na New School Jazz & Contemporary Music. Apesar da pouca idade, Strickland já tocou com grandes feras do jazz, o que contribuiu para sua formação. Para citar alguns, tocou com algumas Big Bands, como : The Carnegie Hall Big Band , The Mingus Band , Tom Harrell Big Band , Milt Jackson Big Band , The Lincoln Center Jazz Orchestra & Reggie Workman's African American Legacy Band , The Village Vanguard Band. Além de seu quarteto, toca no quarteto do grande baterista Roy Haynes, com o baixista Lonnie Plaxico e com Jeff 'Tain' Watts. Marcus Strickland também desenvolve atividades didáticas em um programa de educação musical, com enfoque no jazz denominado Jazz Reach. O projeto ensina a história, o presente e o futuro do jazz.
Para informações mais atualizadas, acessem seu site: http://www.marcusstrickland.com